"...e me levando cativo à lei do pecado, que está nos meus membros.
Miserável homem que eu sou!"
(Paulo aos Romanos, Cap.7, v.23,24)
Que esta seja, Senhor, antes de te pedir que me livres do mal, a minha consciência constante. O entendimento cada vez mais profundo da miséria de pessoa que sou. De que a perversão do pecado e do mundo estão constantemente a gritar em minha janela. Que cresça em mim a consciência do meu egoísmo, da minha instabilidade, da minha falta de fé e de visão. Que no mais profundo do meu espírito eu possa entender quão grave eu sou. Todos os dias, todos os dias. É assim que pretendo quando abrindo os olhos e, ao lavar a cara, me olhando através do espelho todos os dias. É assim que me pretendo. Quando vendo a poeira destacando sobre rosto. Perceber o magma da minha falta de escrúpulo me queimando a pele. Que este seja, Senhor, meu desejo agora e sempre. Minha consciência estável dentro deste material inconstante que sou. Todas as dores, todos os dias. Para que da tua graça eu não seja farçante. Para que sequer me esqueça da profundidade - que cresce proporcional a consciência do ser reles que sou - da necessidade que tenho para sempre de ti. Amém.


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